O nosso Brasil tá gigante nas Paralimpíadas de Paris!
Paris
> Tóquio
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Imagem: Site Jogos Olímpicos
Com o fim das Paralimpíadas se aproximando, começam as comparações com resultados conquistados anteriormente.
No momento, o quadro de medalhas é muito difícil de se prever, uma vez que quanto mais próximo do fim vamos chegando, mais finais e disputas de medalhas teremos por dia, aumentando as possibilidades de variação do quadro.
Por outro lado, podemos sim começar a olhar como o Brasil parece ter evoluído em comparação com outros países.
Em Tóquio, finalizamos a competição em 7º colocado no quadro geral de medalhas, ficando atrás das potências já conhecidas (China, Grã-Bretanha, Estados Unidos e Rússia), além de Holanda e Ucrânia.
No momento, em Paris, estamos em 4º lugar, atrás apenas de China, Grã-Bretanha e Estados Unidos, sendo que dos americanos estamos atrás por apenas 3 medalhas de ouro.
TOP 5 é sonhar demais?
Para Agripino e Jacques, só o ouro não basta
Júlio Cesar Agripino (esq.) e Yeltsin Jacques (dir.) no pódio dos 5000m Imagem: Wander Roberto/CPB
Bicampeão olímpico e grande esperança de medalha, Júlio César Agripino não sentiu a pressão e colocou a prova dos 5000m T11 no bolso.
Além do ouro já esperado, Júlio César ainda colocou seu nome na história da categoria com incríveis 14min48s85. A marca foi atingida com um pace de 2:48min/km, uma média de absurdos 20.3 km/h.
Além do ouro de Agripino, ainda tivemos dobradinha com o bronze de Yeltsin Jacques.
O que é a categoria T11? A sigla T11 indica que a prova em questão era disputada por atletas com deficiência visual, em que cada atleta corria acompanhado de um guia
Já nos 1500m T11, a situação se inverteu. Yeltsin conquistou o ouro com recorde mundial, enquanto Júlio Cesar fechou a dobradinha com o bronze.
O tempo do novo recorde mundial é de 3m55s82, e supera o tempo que o próprio Jacques havia feito em sua medalha de ouro em Tóquio 2020, quando fechou os 1500m em 3m57s60.
Brasil: o país dos 100m paralímpicos?
Aparentemente não tem para ninguém nos 100m das Paralimpíadas, nem no masculino, nem no feminino!
Na categoria T11 do feminino, Jerusa Geber quebrou o recorde mundial da prova com 11.80s, e era apenas a semifinal. Independente de bater essa marca na final, a expectativa é alta para mais uma medalha de ouro brasileira!
No masculino, Petrúcio Ferreira e Ricardo Gomes também foram campeões de suas respectivas categorias.
Pela T47, Petrúcio conquistou seu terceiro ouro olímpico, e comemorou em tom de brincadeira dizendo que até o final da carreira não vai conseguir contar nos dedos as conquistas olímpicas (o atleta em questão não tem parte do braço esquerdo).
Já na categoria T37, Ricardo Gomes Mendonça conquistou o seu primeiro ouro olímpico depois de ter ficado com o bronze nas Olimpíadas de Tóquio 2021.
O que são as categorias T37 e T47?
A categoria T37 é a dos atletas com transtorno do movimento e falta de coordenação motora de grau moderado em um dos lados do corpo.
Já a T47 é para atletas com deficiência nos membros superiores.